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Transtorno Neurodegenerativo - Alzheimer


A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo, fatal e progressivo que tem como principal característica a deterioração cognitiva e de memória. Ela inicia-se quando certas proteínas do sistema nervoso central passam a ser processadas de maneira inadequada, surgindo assim fragmentos de proteínas mal cortadas e tóxicas que se alojam dentro dos neurônios e nos espaços entre eles. Assim, regiões do cérebro como o hipocampo e o córtex cerebral (responsáveis pela memória, linguagem e raciocínio) são afetadas e acabam perdendo suas células.


Estima-se que 35,6 milhões de pessoas convivam com a Doença de Alzheimer no mundo, no Brasil esse número é de 1,2 milhão de casos, sendo em sua maior parte não diagnosticados. Espera-se um aumento de 100% de casos a cada 20 anos.


O sintoma mais aparente da doença é, sem dúvida a perda de memória recente, entretanto, outros sintomas como os seguintes podem se manifestar:

- Repetição da mesma pergunta várias vezes;

- Dificuldade para acompanhar conversas ou pensamentos complexos;

- Incapacidade de elaborar estratégias de resolução de problemas;

- Dificuldade para encontrar palavras que expressem ideias ou sentimentos;

- Irritabilidade e agressividade.


Este transtorno costuma evoluir de maneira lenta, apresentando-se em 3 estágios principais. O primeiro, a forma inicial, é caracterizado por alterações de memória, personalidade e nas habilidades visuais e espaciais. O segundo estágio, a forma moderada, é caracterizado pela dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos, podendo existir casos de agitação e insônia. No terceiro estágio, a forma grave, o paciente apresenta resistência a realização de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer e deficiência motora progressiva. Quando o quarto estágio é atingido, a fase terminal, a restrição ao leito já é uma realidade, aliada ao mutismo, dor ao deglutir e infecções intercorrentes.


A evolução da doença, bem como seu tratamento, deve ser acompanhada pelo psiquiatra geriatra ou por um neurologista especializado na área do Alzheimer. No brasil, o ministério da saúde disponibiliza certos medicamentos com o objetivo de propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, sendo os principais: Donepezila, Galantamina, Rivastigmina e Memantina.


O mal de Alzheimer não possui uma forma de prevenção específica, entretanto, especialistas acreditam que manter uma cabeça ativa e uma boa vida social, com hábitos saudáveis, pode retardar ou inibir o aparecimento da doença. Algumas das condutas que podem ser adotadas são: manter a mente ativa a partir de leitura e estudos, exercícios de matemática, jogos inteligentes, atividades em grupo, não fumar, não consumir bebidas alcoólicas, ter alimentação saudável e praticar exercícios físicos regularmente.

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