Buscar

Prematuridade

A prematuridade é um sério problema de saúde pública, principalmente pelos cuidados especiais que estas crianças necessitam na UTI, o que triplica seu risco de morte e sequelas futuras para a vida adulta. Em todo o mundo, anualmente são contabilizados 15 milhões de nascimentos prematuros. No Brasil, este número passa de 340 mil por ano, ou seja, 12% dos nascidos vivos.


Dessa forma, foi instituído o “Dia Mundial da Prematuridade”, que acontece em 17 de Novembro, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o problema, e para os principais fatores de risco e formas de prevenção


Para melhor entender o conceito de prematuridade, é preciso estabelecer que uma gestação completa possui em média de 38 a 40 semanas de gestação. Dessa forma, bebês prematuros são aqueles que nascem antes das 37 semanas. A partir daí existem 3 subdivisões deste conceito, que diferem em tempo de nascimento e complexidade do caso.


O primeiro tipo é o Prematuro Tardio, nascido entre 34 e 36 semanas, que apesar de imaturo, tem quase todas suas funções vitais preparadas, apresentando certas dificuldades na respiração e outros distúrbios metabólicos mais leves. O segundo tipo é o Prematuro Moderado, nascido entre 29 e 33 semanas, cujo sistema nervoso central e respiratório ainda não se encontram totalmente desenvolvidos, podendo apresentar dificuldades em coordenação respiratória e na manutenção da temperatura.


Já o terceiro e último tipo, chamado de Prematuro Extremo, é aquele nascido em até 28 semanas, apresentando a grande maioria de seus órgãos subdesenvolvidos, sendo necessário um grande número de intervenções e atenção especializada, até que o bebê consiga se desenvolver de maneira adequada e em seu próprio tempo.


Existem muitas causas que podem levar a gestante ao parto prematuro, sendo as mais comuns: Infecção Uterina; Pré-eclâmpsia; Anemia; Diabetes gestacional; Doenças como tuberculose, sífilis e infecção renal; Uso de drogas ilícitas, bebidas alcoólicas e tabagismo; Malformação fetal; Esforço físico intenso; Vaginose Bacteriana; Hipertensão Materna.


Dessa forma, é de extrema importância manter consultas regulares de pré-natal, com acompanhamento constante de uma equipe multiprofissional, para que os fatores de risco sejam identificados e a gestante seja orientada e cuidada da melhor forma possível. Além de ser empoderada para reconhecer os sinais de alerta de um parto prematuro, como: Sangramento, Febre, Perda de líquido e Pressão elevada.

3 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo