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Outubro Rosa



O câncer, em geral, é causado pela multiplicação exagerada e desordenada de células anormais do local em que se encontra, no caso do câncer de mama são as células do tecido

mamário. Estas formam um tumor que pode vir a crescer e invadir outros órgãos, causando

assim a metástase.

É um assunto extremamente sério, que apenas em 2020 atingiu mais de 2,3 milhões de mulheres no mundo, sendo o principal tipo de doença que leva mulheres a óbito. Em 2019, foram registrados no Brasil cerca de 18 mil mortes, contudo, a previsão do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de que 66.280 novos casos sejam notificados apenas em 2021.

Assim, para conscientizar cada vez mais a população acerca do assunto, e da necessidade de procurar um serviço de saúde ao menor sinal de alterações malignas, foi criada a campanha “Outubro Rosa”, no qual são realizadas inúmeras ações em saúde, tanto midiáticas quanto presenciais, além do incentivo ao público feminino para conhecerem o próprio corpo.

Dessa forma, o câncer de mama possui certos sinais e sintomas específicos que podem ser percebidos em sua fase inicial, sendo estes: Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor; Pele avermelhada e retraída; Alterações no mamilo; Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço; Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos. Apesar do do autoexame ser

amplamente divulgado, ele deve ser encarado como uma forma da mulher identificar alterações para assim procurar um médico especializado, e não definir diagnósticos por si

mesma, pois todas essas alterações também podem ser causadas por outras doenças.

Quanto mais cedo for a detecção da doença, menor é a necessidade de um tratamento agressivo e maiores as chances de sucesso. Assim, além do exame clínico das mamas, também temos a mamografia de rastreamento, que deve ser realizado em mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Contudo, caso exista alguma suspeita por parte da equipe de saúde, o exame pode ser requisitado em pacientes mais novas.

Apesar de existirem exames clínicos e de imagem, o último estágio da confirmação da

doença é realizada por meio de uma biópsia, ou seja, pela retirada de um fragmento do

nódulo ou da lesão em questão, por uma pequena cirurgia, para que este seja analisado em

laboratório e o diagnóstico assim confirmado.

Com relação ao tratamento, muitos foram os avanços nos últimos anos, bem como o potencial curativo de cada um deles. As condutas seguidas variam de acordo com o estadiamento da doença, isto é, o quão avançada ela se encontra. Nos estádios I e II, são recomendados o uso de cirurgia para remoção do tumor, aliado à radioterapia. Já no III estádio, onde temos sinais mais sérios de metástase, a opção é o tratamento sistêmico, como quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.

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