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Leishmaniose



Leishmaniose compreende um conjunto de doenças causadas por protozoários do gênero Leishmania. De uma forma geral, podem se apresentar em duas formas, sendo elas: Leishmaniose tegumentar americana, que afeta tanto as mucosas quanto a pele, e a Leishmaniose Visceral (também chamada de calazar), que acomete os órgãos internos.

Tal doença tem sua transmissão por um grupo de insetos vetores chamados de flebotomíneos, sendo o Mosquito-palha o mais comum dentre eles. Ela ocorre apenas através da picada do mosquito infectado. É importante ressaltar esta informação pois a população geral tende a relacionar animais domésticos a leishmaniose, sendo que a mesma não é transmitida animal-humano e humano-humano.


A preocupação principal reside no fato de que animais domésticos, como cães, podem ser picados por estes mosquitos infectados e se tornarem reservatórios do protozoário, permitindo assim que outros mosquitos previamente não infectados, se alimentem dos animais e em seguida das pessoas, contaminando o ser humano no processo.


Assim, a doença se tornou um problema sério de saúde pública enfrentado pelos principais centros das regiões norte, nordeste e centro-oeste. Por este motivo, o governo federal instituiu em 2010 a “Semana Nacional de Controle e combate à Leishmaniose”, que acontece de 10 a 17 de agosto. Seu principal objetivo é conscientizar a população acerca dos perigos da doença, e da necessidade de controle dos vetores, bem como de observar os seus sinais nos animais domésticos.


Os sintomas de Leishmaniose estão muito ligados não apenas à capacidade imunológica do indivíduo, mas também ao tipo de infecção, sendo ela tegumentar ou visceral. De uma forma geral a primeira causa lesões na pele, como ulcerações, principalmente nas mucosas do nariz e da boca. Enquanto a segunda, afeta os órgãos internos como o fígado, baço e medula óssea. Os sintomas gerais incluem: febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço.


Seu diagnóstico é realizado por meio de biópsia do tecido infectado, podendo ser avaliadas também a contagem de células do sistema imune, bem como a presença de anticorpos anti-leishmania. Apesar da apresentação da doença ser variada, seu tratamento é único para todas, utiliza-se o antimoniato de meglumina (Glucantime), e é integralmente provido pelo Sistema Único De Saúde (SUS).


Apesar de não existirem vacinas contra a Leishmaniose, existem algumas medidas que podem evitar o contato direto com os flebotomíneos, de forma a impedir a transmissão. São preconizados o uso de repelentes, a utilização de mosquiteiros, proteção nas janelas, manter as áreas dos animais sempre limpas e impedir a acumulação de lixo orgânico nas imediações recidenciais.

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