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Hepatites

As hepatites virais representam a segunda maior causa de morte entre as doenças infecciosas no mundo, perdendo apenas para a tuberculose. Estima-se que apenas os tipos B e C afetam cerca de 325 milhões de pessoas globalmente, causando 1,4 milhão de mortes todos os anos.


Apesar das hepatites serem evitáveis e tratáveis, podendo até ser curável no caso do tipo C, 80% dos afetados ainda carecem de serviços básicos de saúde, como prevenção, testagem e tratamento. Assim, as hepatites virais são consideradas um problema de saúde pública e demandam constante atenção das autoridades sanitárias mundiais.


No Brasil, com o objetivo de garantir que o assunto permaneça na mídia, além de gerar ações de educação em saúde e conscientização da sociedade, foi criada a campanha “Julho Amarelo”, também chamado de “Mês de luta contra as hepatites virais”.


A hepatite por si só pode ser definida como uma inflamação do fígado, no caso das hepatites virais, tal enfermidade pode ser causada por diferentes agentes etiológicos, cada um com suas manifestações e gravidades específicas. Os agentes mais comuns e relevantes são os vírus dos tipos A, B, C, D e E.


Quanto às formas de transmissão, podemos separá-los em dois grupos, sendo o primeiro fecal-oral, que compreende os tipos A e E, geralmente ligado a falta de saneamento básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos. E o segundo, compreendendo os tipos B, C e D, que possui diversos mecanismos de transmissibilidade como sexual, sanguíneo, compartilhamento de agulhas e outros objetos perfurocortantes, escovas de dentes, etc.


As formas clínicas da infecção, em um primeiro momento, podem ser assintomáticas ou sintomáticas, de forma que os sintomas são bem comuns e típicos da hepatite como febre, vômito, náusea, icterícia (amarelamento da pele e dos olhos) e colúria (urina em tom bem escuro). Contudo, tal fase tem duração máxima de 6 meses, sendo que a persistência do vírus após este período caracteriza uma cronificação da infecção. É importante destacar também que apenas os tipos B, C e D podem se tornar crônicos.


O tratamento em geral para a hepatite em sua fase aguda é inespecífico e sintomático, principalmente para as náuseas e vômitos. Também é recomendada uma dieta com pouca gordura e suspensão da ingestão de álcool por seis meses. Já para a fase crônica o tratamento é muito mais complexo e específico, com protocolos definidos pelo próprio ministério da saúde que devem ser seguidos à risca. Tal tratamento é composto por certos antivirais associados a outras medicações, e sua duração pode variar de 4 meses até 1 ano.


A prevenção desta doença deve ter duas vertentes, a primeira relacionada à fonte de infecção, ou seja, cuidado no preparo dos alimentos, utilização de materiais estéreis em locais como manicures e estúdios de tatuagens, precaução na hora de manipular itens perfurocortantes infectados, evitar compartilhamento de agulhas e/ou seringas e etc.


Já a segunda vertente é relacionada à imunização da população por meio da vacinação. É importante ressaltar que existem vacinas apenas para os tipos A e B, sendo que apenas a segunda é disponibilizada para a população geral e consta no Programa Nacional de Imunização (PNI). A vacina para o tipo A é indicada apenas para pessoas com hepatites crônicas que se encontram imunossuprimidas.


Portanto, faz-se necessário uma abordagem mista de vacinação, conscientização e prevenção dessa doença. Somente assim será possível reverter os preocupantes dados já citados.

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