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Dia Mundial de Luta Contra a AIDS


No dia 27 de outubro de 1988, a Assembleia Geral da ONU, em conjunto com a organização mundial de saúde, instituiu o dia 1° de dezembro como o dia mundial de luta contra a AIDS. A partir deste momento a campanha cresceu e, atualmente no Brasil, todo o mês de dezembro é dedicado à conscientização acerca da doença, o chamado Dezembro Vermelho.

É importante, antes de tudo, identificar que existe uma diferença entre o HIV e a AIDS. Enquanto o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) ataca o sistema imunológico enfraquecendo o indivíduo, a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é um estágio avançado desta infecção. Neste último o paciente já se encontra severamente imunocomprometido e constantemente acometido por infecções secundárias e oportunistas.


De acordo com o ministério da saúde, somente em 2018 no Brasil, foram diagnosticados cerca de 43.941 novos casos de HIV e 37.161 casos de AIDS. Desde 1980 já foram registrados mais de 966 mil casos no País. Somente em 2018 foram registrados mais de 10 mil óbitos associados à doença.

Além de ser sexualmente transmissível, a contaminação também pode ocorrer por compartilhamento de seringas, transfusão de sangue contaminado, por instrumentos cortantes não esterilizados e de mãe para filho durante a gravidez, parto ou amamentação. Existem inúmeros mitos acerca da transmissão, reforçados por uma cultura de preconceitos com aqueles que tem o vírus. Assim, é importante ressaltar que não há transmissão por: suor, lágrimas, beijo, abraço etc.


No começo da infecção, o vírus começa a atacar as células de defesa, o que geram sintomas parecidos com uma gripe comum: Febre e mal-estar. A partir de determinado ponto, os sintomas desaparecem pois o sistema imunológico adquire certo controle na luta contra o vírus. Entretanto, com o constante ataque, as células de defesa começam a falhar até serem completamente destruídas, o que deixa o organismo fraco e vulnerável. Neste momento são comuns sintomas como: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento. A baixa Imunidade permite o aparecimento de infecções oportunistas, que se aproveitam da vulnerabilidade e acabam por debilitar ainda mais o indivíduo, este é o momento em que a AIDS entra em cena.

Apesar de sua gravidade, quanto mais precoce for o diagnóstico, maior será a expectativa de vida do paciente. Atualmente, todas as unidades de saúde são equipadas com o material necessário para a realização do teste rápido: um exame gratuito realizado a partir da coleta de sangue que fica pronto em cerca de 30 minutos.


Hoje em dia seu tratamento é realizado por meio dos antirretrovirais (ARV), medicamentos que interferem nos inúmeros estágios da multiplicação viral. No Brasil há uma variedade de 22 medicamentos, de forma que o médico prescreverá de maneira combinada aqueles que se encaixarem melhor ao quadro viral do paciente, o chamado coquetel.


A melhor estratégia para evitar a contaminação é a prevenção combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção, sendo as mais importantes:

- Profilaxia Pós-Exposição.

- Profilaxia Pré-Exposição.

- Usar Preservativo.

- Realização do teste rápido de maneira regular.

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