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Dia Mundial da Raiva



A raiva é uma doença infecciosa viral aguda, representada por uma encefalite progressiva, com letalidade muito próxima de 100%. Como acomete mamíferos e é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, torna-se um problema de saúde pública sério, e que precisa ser discutido com a população.


Para tal, a Organização Mundial de Saúde (OMS) elegeu o dia 28 de setembro como o “Dia Mundial da Raiva”, em alusão ao falecimento de Louis Pasteur, o cientista francês criador da vacina antirrábica. Em 2021, o tema da campanha é: “Raiva: fatos, não medo”, salientando a importância de conscientização da sociedade, vacinação animal e prevenção vacinal humana.


A partir do momento de contato com o vírus, seu período de encubação pode variar de um a dois meses, conforme o local, a extensão e a profundidade da lesão, sendo que, quanto mais próximo do cérebro, maior a chance de desenvolver a doença em pouco tempo.


O início dos sintomas caracteriza-se por: mal estar geral, mudanças no comportamento, anorexia, cefaleia, náuseas, dores de garganta, entorpecimento e irritabilidade. Com a progressão da infecção, surgem sinais que podem indicar a encefalite, como surdez, visão turva e estrabismo.


Por seguinte, temos a fase neurológica com duração de dois a sete dias, na qual há o comprometimento de órgãos e do Sistema Nervoso Central (SNC), ocasionando ansiedade grave, excitação e agitação psicomotora. Também existe a possibilidade da manifestação de fobias, como a hidrofobia, aerofobia e fotofobia. Com a progressão constante da infecção pelo encelo e SNC, o paciente pode ser levado ao coma ou óbito em poucos dias.


Apesar de ser uma doença com alta letalidade e praticamente irreversível, sua prevenção é extremamente eficaz, sendo esta realizada pela Vacina antirrábica e divida em dois grupos: Profilaxia Pré-exposição e Profilaxia Pós-exposição. A primeira deve ser indicada para pessoas com o risco permanente de exposição ao vírus, como médicos veterinários, pessoas que trabalham em áreas de risco, pessoas que trabalham na captura de animais silvestres, etc.


Já a segunda forma, é direcionada á população geral que entrou em contato com algum animal silvestre ou de rua, pois não existe a certeza da ausência do vírus neste caso, por isso a prevenção. Neste caso é necessário procurar imediatamente um serviço de saúde como uma unidade básica, onde o local será limpo e avaliada, e o caso será notificado ao ministério da saúde. Logo após a vacina será aplicada e o paciente estará protegido contra o vírus.


Atualmente todo o processo é muito simples e eficiente, de forma que em 2020 apenas um caso de raiva foi notificado no Brasil, sendo este não confirmado. A expectativa do ministério da saúde e da Organização Pan Americana de Saúde é de que a raiva seja completamente erradicada das américas nos próximos anos.

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