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Dia Internacional da Mulher


No dia 8 de Março é observado o “Dia Internacional da Mulher”, no Brasil é comum que o mês como um todo seja dedicado a ações de empoderamento e debate sobre o papel da mulher e a desigualdade enfrentada pelas mesmas na sociedade atual.


A data em si tem uma origem difusa, mas podemos citar alguns eventos como catalisadores para a definição específica do Dia da Mulher. Em 1908, ocorreu uma manifestação chamada “Dia da Mulher”, organizada por mulheres socialistas americanas, o evento aconteceu em Nova York no último domingo de fevereiro, e contou com cerca de 3 mil pessoas, chegando a se repetir no ano seguinte.


Entretanto, em 1910, a ativista Clara Zetkin, que fazia parte do Partido Comunista Alemão, chegou a propor o Dia Internacional da Mulher, contudo não definiu uma data específica. Já em 8 de Março de 1917 temos uma grande greve de trabalhadores, que veio a reunir milhares de pessoas e alavancar a revolução russa. A partir destes momentos este dia continuou a ser escolhido para celebrar a figura feminina, até ser oficialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975.


No Brasil atual, apesar de toda a movimentação governamental e local acerca da data em questão, as mulheres ainda precisam enfrentar problemas sociais e estruturais que com certeza não serão resolvidos apenas com as tradicionais atividades do mês de março.


Segundo o IBGE, o rendimento habitual mensal das mulheres é de R$ 1.764, enquanto que o dos homens é de R$ 2.306, ou seja, mulheres ganham menos desempenhando funções iguais. Quando falamos de cargos gerenciais, temos 62,2% de ocupação masculina, enquanto as mulheres ocupam apenas 37,8. Já na vida pública, a discrepância é ainda maior com apenas 10,5% dos assentos da câmara dos deputados sendo ocupados por mulheres.


Em 2021, a comemoração de 8 de Março tem como tema: “Mulheres na liderança: Alcançando um futuro igual em um mundo de COVID-19". Dessa forma, o debate vai além das barreiras já existentes à participação das mulheres em lideranças e tomadas de decisões. Com a pandemia, elas têm enfrentado o aumento da violência doméstica, de tarefas não remuneradas, desemprego e pobreza. Apesar das mulheres constituírem grande parcela dos trabalhadores da linha de frente, sua remuneração e representação ainda se fazem desiguais e desproporcionais.


Assim, para que o potencial de liderança das mulheres seja alavancado em sua totalidade durante e pós pandemia, é necessário integrar as perspectivas femininas não apenas na formulação, mas também na implementação dos programas e das políticas de recuperação da pandemia.

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