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Como surgiu a vacina?


A primeira Vacina foi criada em 1796 por Edward Jenner, um médico britânico que descobriu como induzir o corpo a produzir suas próprias defesas contra a varíola. Hoje, mais de duzentos anos depois, as vacinas são amplamente utilizadas, sendo para muitas doenças a única solução encontrada até hoje. No Brasil, o principal responsável por organizar o calendário vacinal da população de maneira efetiva é o Programa Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973, e servindo até os dias atuais como exemplo para o mundo todo.


Atualmente o PNI conta com cerca de 19 vacinas, protegendo a população contra 18 doenças imunopreveníveis, tendo início ao nascer e se estendendo por toda a vida do indivíduo. Assim, com o intuito de conscientizar a população acerca da importância do calendário vacinal, foi criado o Dia Nacional da Imunização que acontece em 9 de junho. Contudo, em 2021 o desafio da pandemia de coronavírus se apresenta, e com ele a necessidade da vacinação efetiva da população contra a Covid-19.


Além da recusa de parte da população em receber a vacina, devido a inúmeras “Fake News” disseminadas, também existe o problema das pessoas que acabam não retornando para tomar a segunda dose do imunizante. O que configura um problema grave já que pode inutilizar a primeira dose, perdendo seu efeito e tornando a pessoa suscetível à doença.


Hoje no Brasil estão sendo aplicadas as seguintes vacinas contra Covid-19:


- Coronavac: Produzida em parceria da empresa Sinovac com o Instituto Butantan, que se utiliza da mesma tecnologia e método empregado na vacina da gripe.


- Comirnaty: Produzida pelas empresas Pfizer e BioNTech, empregando uma tecnologia baseada em RNA mensageiro.


- Covishield: Confeccionada na Inglaterra pelas empresas Astrazeneca e Oxford utilizando tecnologia baseada em vetor viral.


- Sputinik V: Produzida na Rússia e tem sua funcionalidade parecida com a Covishield, contudo aplicada em apenas uma dose.


Apesar de possuírem diferentes tecnicalidades, todas as vacinas possuem o mesmo princípio, se utilizar do próprio vírus (atenuado, em pedaços ou desativado) para induzir uma resposta imunológica no corpo, sem a necessidade de o indivíduo contrair a doença e correr seus riscos. Assim é possível gerar anticorpos muito mais duradouros e eficientes do que uma simples infecção.


Contudo, é importante frisar que nenhuma das vacinas é perfeita, uma vez que ainda é possível ficar doente mesmo após vacinado. Entretanto, a probabilidade é muito menor, e menor ainda é a chance de ser hospitalizado e vir a óbito. Dessa forma, é de extrema importância combinar a vacinação com as medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras e o distanciamento social. Somente assim poderemos maximizar a proteção contra o coronavírus.

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