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Dia Nacional e Mundial da Osteoporose


A osteoporose pode ser definida como uma enfermidade osteometabólica, isto é, o estabelecimento de novas camadas ósseas não acompanha a remoção da camada anterior, gerando assim um aumento da fragilidade estrutural e maior susceptibilidade a fraturas. Segundo a Federação Internacional de Osteoporose (IOF), cerca de 8,9 milhões de lesões são registradas anualmente no mundo devido à doença. Já no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, 10 milhões de indivíduos convivem com tal adversidade.


Esta doença, prevalente em idosos, representa um alto risco de sequelas e mortalidade, devido à seriedade que as fraturas podem apresentar. Lesões na coluna lombar, fêmur e quadril são os tipos mais comuns, e ainda assim os mais graves e de difícil recuperação, muitas vezes incapacitando permanentemente tais indivíduos. Dessa forma, o dia 20 de outubro foi escolhido como “


”, com o objetivo de conscientizar a sociedade acerca dos riscos da doença e principalmente com relação à sua prevenção.


A osteoporose pode ser classificada em dois tipos, primária e secundária. A primária, forma mais comum, é diagnosticada na ausência de doenças ou está relacionada a outras condições que levem à diminuição da massa óssea como o uso de tabaco e consumo excessivo de álcool. Já a secundária é diagnosticada quando a diminuição da massa óssea é atribuída a outra doença, como artrite reumatoide, hipertireoidismo, diabetes mellitus e hipogonadismo, podendo também ser causada pelo uso de certos medicamentos, podendo estes serem: corticosteroides, anticonvulsivantes e progesterona.


Em geral o diagnóstico da doença é clínico e baseado em certos exames específicos, podem ser feitos: exame de densidade óssea, nível de vitamina D, exames de sangue para verificar níveis hormonais, além do uso de certas escalas específicas para o estabelecimento de fatores de risco para o desenvolvimento de osteoporose


Com relação ao tratamento, são adotadas condutas não medicamentosas e medicamentosas, sendo que no primeiro grupo são trabalhadas as necessidades do exercício físico para o fortalecimento muscular, bem como a prevenção de quedas com a adoção de certas adaptações domiciliares e o desencorajamento do uso de tabaco e álcool. No segundo grupo são utilizados os chamados bifosfonatos via oral, que reduzem as fraturas osteoporóticas.


Apesar de tudo, o foco principal das campanhas tem sido a prevenção, uma vez que o tratamento não é uma cura e sim uma manutenção do estado atual do paciente. Estão entre as principais recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS): Gerenciar os fatores de risco, como manter uma dieta balanceada e evitar consumo de álcool, cafeína e tabaco; consumir quantidades adequadas de cálcio e vitamina D, mesmo que seja necessária a suplementação; praticar exercícios com suporte de peso, como caminhadas, levantamento de peso e subir escadas; tomar certos medicamentos para pessoas mais propensas ao desenvolvimento da doença.

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