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Atendimento domiciliar em tempos de pandemia


O coronavírus tem abalado o mundo desde o final de 2019, com um maior impacto a partir dos primeiros meses de 2020. No Brasil, seus reflexos começaram a surgir mais profundamente em março deste ano.


Segundo o ministério da saúde, desde o início da pandemia foram registrados mais de 2 milhões de casos, destes, cerca de 1 milhão e trezentos mil recuperados e 600 mil em acompanhamento. Até o momento tivemos quase 80 mil óbitos, representando uma letalidade de 3,8%, demonstrando claramente a grandiosa subnotificação que temos enfrentado.


Algumas principais causas da subnotificação estão não só no método utilizado pelo ministério da saúde para a notificação de novos casos, mas também na escassez de testes realizados, sem os quais é impossível identificar assintomáticos e casos mais brandos.


Sem o isolamento social adequado, e com o comércio reabrindo em muitos lugares, o controle da pandemia tem se tornado cada vez mais difícil, e a predição de novos passos cada vez mais incerta. Locais que antes não apresentavam grandes problemas, têm crescido rapidamente e a possibilidade do colapso do sistema único de saúde é real.


Os estados da região Centro-Oeste são os maiores exemplos de locais que sentiram os efeitos da pandemia tardiamente, provavelmente devido a um isolamento precoce e levantamento de barreiras sanitárias em suas fronteiras.


Com relação a produção de vacinas, é preciso ressaltar que mesmo as que se encontram nos estágios mais avançados de testes em seres humanos, muito provavelmente só começarão a ser comercializadas em grande escala no começo de 2021. Dessa forma, o isolamento social e o uso de máscaras ainda são nossa melhor opção nessa pandemia e continuarão sendo por um bom tempo.


O atendimento domiciliar, muito além de uma comodidade, tem cada vez mais se tornado uma necessidade. Não só pelo conforto, mas também pela humanização e pelo atendimento multiprofissional possibilitado pelo mesmo.


Essa necessidade se intensifica durante a pandemia, forçando uma reestruturação por parte das empresas, garantindo a segurança dos serviços prestados, não só para os pacientes, mas também para os colaboradores.


Toda empresa que visa manter os atendimentos domiciliares no cenário atual, deve ter em mente a crescente necessidade de EPI’s. Manter a segurança dos colaboradores equivale a manter a segurança dos pacientes em muitos momentos, uma vez que com a alta rotatividade de profissionais a transmissão do vírus pode ser facilitada se as devidas precauções não forem tomadas.


Outro ponto importante do atendimento domiciliar que deve ser observado neste momento é a garantia de uma estabilidade da cadeia de suprimentos, já que muitos dos equipamentos de proteção individual, equipamentos de ventilação mecânica e certos medicamentos podem estar em falta devido à grande demanda que o momento apresenta.


Além de tudo isso, toda empresa deve ter seu plano de contingência próprio, o qual precisa descrever boas práticas sanitárias relacionadas a pandemia, bem como condutas que devem ser tomadas a depender do cenário naquele momento.


O plano em questão deve conter não apenas as recomendações básicas do ministério da saúde e demais órgãos competentes, mas também as recomendações específicas fornecidas pela ANVISA, conforme as necessidades específicas de cada paciente.


É importante ressaltar que no período que estamos vivenciando, as recomendações são extremamente voláteis, novos estudos são feitos diariamente acerca do vírus e sua capacidade de transmissão. Dessa forma, as recomendações de contingência devem seguir a mesma linha, sendo constantemente atualizadas e revistas. Somente assim existe a garantia de segurança e de qualidade na assistência prestada.

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