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Suicídio


O Suicídio, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é definido por: “um ato deliberado executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando meio que ele acredita ser letal”. Dessa forma, é importante frisar que o comportamento suicida não é simples e intratável, na verdade ele é um resultado de uma complexa interação de fatores biológicos, psicológicos, comportamentais e ambientais.


Todos os anos são registrados cerca de 800 mil suicídios ao redor do mundo, com um número de tentativas ainda maior que este, chegando a ser a segunda principal causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos no ano de 2016. Somente no Brasil são contabilizados cerca de 12 mil suicídios anualmente.


Assim, o Mês de Setembro vem com a campanha “Setembro amarelo” que visa justamente a prevenção do suicídio. Pois como foi dito, este tipo de comportamento é resultante de um acúmulo de fatores no histórico do indivíduo, de forma que começa apenas com pensamentos suicidas, passando para o planejamento até chegar na tentativa em si. Assim, o principal foco da campanha é conscientizar toda a população acerca dos sinais e fatores de risco, para que cada vez mais pessoas possam identificar aqueles indivíduos em perigo.


Os dois principais fatores de risco são: Tentativa Prévia de suicídio, estes pacientes tem de cinco a seis vezes mais chances de tentar novamente; e Doença Mental, que muitas vezes pode não estar diagnosticada. Neste último fator é importante ressaltar que transtornos mentais mais comuns como ansiedade, depressão e bipolaridade também entram na lista.


Além disso, estes também são alguns outros fatores que também podem desencadear o comportamento em questão: Perdas recentes, Abuso físico ou sexual na infância, perda de emprego, desesperança, doenças incapacitantes, tumores malignos, AIDS, dores crônicas etc.


É importante ressaltar que alguns cuidados devem ser tomados caso identifique alguém com perigo iminente de suicídio, sendo eles: ouvir e oferecer apoio; incentivar o indivíduo a procurar ajuda profissional; certificar-se de que a pessoa não possui acesso a meios de se machucar; caso o perigo seja imediato, entrar em contato com o serviço de saúde de urgência.


Caso a pessoa que esteja passando por um momento difícil seja você, é necessário saber que não há problema em pedir ajuda, que não é recomendável que você fique sozinho nesse momento e que busque algum conhecido para conversar sobre como se sente.


A ajuda para outros ou para si pode ser encontrada além dos serviços de saúde, no Centro de Valorização da Vida (CVV) que realizam apoio emocional de maneira voluntária e gratuita para todas as pessoas que precisam e querem conversar, tudo feito sob total sigilo. Eles atendem tanto por telefone (188), quanto por email, videochamada, chat, entre outros, tudo isso 24 horas.

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