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Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência



A semana nacional de prevenção da gravidez na adolescência ocorre do primeiro ao oitavo dia do mês de fevereiro, e tem como principal objetivo disseminar informações e educar a respeito de métodos contraceptivos e riscos da gestação precoce.


No Brasil, sua taxa de incidência é alta, com cerca de 400 mil casos por ano. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014 nasceram mais de 28 mil filhos cujas mães possuíam entre 10 e 14 anos, e mais de 530 mil de mães entre 15 e 19 anos.


Existem inúmeros fatores que influenciam estes dados negativamente, de forma que o principal é a desinformação a respeito da sexualidade e direitos sexuais, o que por sua vez é diretamente ligada a questões socioculturais.


A gravidez na adolescência deve ser evitada por inúmeros motivos, um deles é o alto risco que este evento proporciona, não apenas para o feto, mas também para a paciente em questão. Sendo considerada uma gravidez de risco, pois o corpo da menina ainda não está completamente formado e adaptado, suas principais consequências são: Anemia; baixo peso do bebê ao nascer; hipertensão durante a gestação; bomba hormonal e consequente desestabilização do sistema emocional; grande dificuldade do trabalho de parto, sendo necessário o uso da cesárea em muitos casos.


Apesar do grande impacto para a saúde dos envolvidos, existem também os problemas sociais e emocionais, que afetam todo o contexto (Família, escola, gastos, dificuldade de aceitação pessoal e social) no qual a paciente se encontra. Sendo os mais comuns: Abandono ou omissão do pai biológico ou da parceira pela responsabilidade; Rejeição familiar e expulsão da adolescente de casa; falta de suporte; tentativa de interrupção da gestação, com o risco de óbito da mãe; atitudes negativas da parte da mãe para com a criança e para si.


A principal resolução para o problema em questão é a prevenção, e para isso a educação é fundamental. Uma educação sexual compreensiva e integrada com a família, levando em consideração os diferentes contextos, é fundamental para que os adolescentes tenham um empoderamento e uma autonomia maior, consequentemente podendo tomar melhores decisões uma vez que possuem os meios para isso. Também se faz necessário aliar esses itens com uma infraestrutura adequada, como disponibilidade de métodos contraceptivos e acompanhamento satisfatório.

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