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Medula óssea

Instituída em 2009 por meio da Lei n° 11.930, a semana de mobilização nacional para doação de medula óssea desenvolve campanhas publicitárias, atividades e inúmeras ações com o principal objetivo de orientar a população sobre procedimentos de cadastro de doadores e a importância da doação.


A medula óssea é encontrada na cavidade dos ossos e pode ser definida como um tecido de consistência líquida-gelatinosa. Ela é a principal responsável pela produção dos componentes do sangue, como glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. Quando este tecido não funciona da maneira como deveria, gerando doenças relacionadas à fabricação de células sanguíneas e deficiências no sistema imunológico, o transplante de medula óssea pode ser a única chance de cura.


Para que o transplante seja realizado de maneira satisfatória, é necessário que exista uma total compatibilidade entre o doador e o receptor, sendo esta demonstrada por meio de exames de histocompatibilidade. Assim, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos, do mesmo pai e da mesma mãe, são de 25%. Ao mesmo tempo, a chance de compatibilidade entre indivíduos que não dividem parentesco é de 1 em 100 mil.


Devido à grande dificuldade de compatibilidade, em 1993 foi criado o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea - REDOME, cujo objetivo é reunir as informações pessoais de pessoas que se dispõem a doar. Se compatibilidades forem encontradas, o transplante é articulado e totalmente coberto pelo Sistema Único de Saúde.


Para se tornar um doador, existem alguns critérios básicos definidos pelo ministério da saúde, sendo eles: ter entre 18 e 55 anos; estar em bom estado de saúde; não possuir doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue), ou do sistema imunológico.


Uma vez que a compatibilidade é estabelecida, e a articulação para a doação é realizada, o procedimento é simples e pouco invasivo. Existem dois tipos de procedimentos:


No primeiro o paciente será internado e anestesiado em centro cirúrgico, a medula será retirada dos ossos da bacia por meio de punções, sendo que o doador pode retornar às suas atividades normais em cerca de duas semanas após a doação. O tempo normal de internação é de 24 horas para observação.


Já no segundo tipo de procedimento, a coleta das células-tronco hematopoiéticas é realizada diretamente do sangue periférico, dessa forma, o doador recebe medicação para estimular a migração destas células da medula para a corrente sanguínea, permitindo sua coleta. Todo o processo é parecido com a doação normal de sangue. Neste caso não há necessidade de internação ou anestesia.


A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias, sendo que nos primeiros 3 pode existir algum desconforto devido às punções realizadas, o que pode ser facilmente manejado com o uso simples de analgésicos.

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