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Dia Mundial de Segurança do Paciente



Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que ocorram cerca de 42,7 milhões de eventos adversos durante hospitalizações anualmente no mundo, sendo o dano ao paciente a 14ª principal causa de mortalidade e morbidade mundial. A mesma estatística demonstrou também que cerca de 50% destes incidentes em países de alta renda são evitáveis, já nos países emergentes, este mesmo dado salta para 83%.


Em virtude da importância deste assunto, e de sua alta possibilidade de resolutividade, durante a 72ª Assembleia Mundial de Saúde em 2019, o dia 17 de setembro foi definido como o “Dia Mundial de Segurança do Paciente”. No Brasil, este assunto segue em evidência desde 2013 com o estabelecimento da portaria 529, que dá medidas específicas de como o tema deve ser manejado nos estabelecimentos de saúde nacionais.


A segurança do paciente tem muitos eixos a serem abordados, mas de uma perspectiva generalista, são quatro fatores que originalmente aumentam o risco de incidentes, são eles: Humanos, relacionados ao profissional; Sistêmicos, relacionados ao ambiente de trabalho; Externos, relacionados a fatores fora da governabilidade do gestor; Relacionados ao paciente, como a não adesão ao tratamento.


Assim, conhecer estes fatores é o primeiro passo para estabelecer medidas efetivas de prevenção de acidentes. Segundo a OMS, existem algumas medidas básicas que devem ser tomadas por todo serviço de saúde, escolhidas principalmente pela sua baixa necessidade de investimento tecnológico e alta eficácia. Tais protocolos devem ser elaborados e implantados:


- Prática de Higiene das mãos;

- Protocolo de cirurgia segura;

- Protocolos de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos;

- Identificação dos pacientes;

- Comunicação efetiva nos estabelecimentos;

- Prevenção de quedas;

- Prevenção contra Lesões por pressão;

- Transferência segura de pacientes entre pontos de cuidado;

- Uso seguro de Equipamentos e materiais.


Tais protocolos funcionam como um sistema de barreiras que impedem que o risco atinja o paciente. É necessário desmistificar a ideia de que profissionais não erram, o erro é totalmente humano, e a responsabilidade de criar mecanismos para evitar que este erro atinja o paciente é do sistema. Dessa forma, é indispensável que exista corresponsabilização e não culpabilização.


Uma vez que o erro acontece, é preciso notificá-lo, e para tal um sistema eficiente e rigoroso deve ser implantado. O sistema ideal não pode ser punitivo, uma vez que pessoas com medo de errar não reportam seus erros, os profissionais devem se sentir acolhidos pela sua instituição e a mesma deve entender a humanidade por trás da falha. Também é importante que seja confidencial e independente, isto é, que seus dados sejam analisados por organizações. Mas além de tudo isso, o sistema deve ser resolutivo, uma vez que o acidente ocorre, é necessário entender seus motivos e resolvê-los, para que assim não se repitam.


Outra barreira fundamental que deve ser mencionada é o próprio paciente, que deve ser incluído nas ações pelas quais está passando, ou seja, todos os procedimentos devem ser explicados e o consentimento deve ser assegurado de forma explícita. A Segurança do paciente trata-se de um círculo de corresponsabilização entre estabelecimento, profissionais e pacientes, constantemente vigilantes.

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