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Dia mundial da Doença de Alzheimer



A Doença de Alzheimer (DA) pode ser definida como um transtorno degenerativo progressivo caracterizado pela deterioração cognitiva e da memória. De forma que leva ao comprometimento das atividades de vida diária, além de uma variedade de outros sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais.


Segundo dados do Instituto Alzheimer Brasil (IAB), estimam-se que existam mais de 45 milhões de pessoas com demência no mundo, sendo mais da metade destas, devido a DA. Só no Brasil, cerca de 1 milhão de pessoas sofrem de demência, em sua maioria também devido ao Alzheimer. Apesar dos dados preocupantes, a perspectiva não é boa, e a previsão é que em 30 anos este número alcance a faixa dos 4 milhões de brasileiros.


Devido a estes fatos alarmantes, e a relativa pouca informação da população sobre o assunto, foram instituídos o “Dia mundial da Doença de Alzheimer” e o “Dia Nacional de Conscientização da DA”, sendo ambos observados em 21 de Setembro.


De um modo geral, a Doença de Alzheimer se instala de forma lenta e contínua durante muitos anos, sendo que as suas principais alterações podem ser divididas em duas áreas gerais: Mudanças estruturais e alterações nos neurotransmissores. As mudanças estruturais incluem a morte das células cerebrais, os chamados neurônios, e consequentemente, a perda da conexão entre os mesmos, as chamadas sinapses. Já as alterações em neurotransmissores compreendem a passagem de informação entre as sinapses, agora sendo destruídas, tendo a produção desta substância profundamente afetada.


A DA tem como principal sintoma a dificuldade em formar memórias de curto prazo, além do processo instalado de demência, desta forma, outros problemas podem acabar surgindo, como por exemplo: Irritabilidade; Agressividade; Dificuldade para acompanhar conversas; Dificuldade para elaborar pensamentos complexos; Perguntas Repetitivas; Dificuldade na execução das atividades de vida diária.


É importante ressaltar que a Doença de Alzheimer não tem cura, mas possui tratamento, sendo que este é divido em medicamentoso e neuropsicológico, objetivando principalmente a estabilização do comprometimento cognitivo. A parte farmacológica consiste no uso dos seguintes medicamentos: Donepezila, Galantamina e Rivastigmina, já a parte neuropsicológica engloba estimulação cognitiva e social.


Com relação à prevenção, manter um estilo de vida saudável é a parte mais importante do processo. Manter constante estimulação mental, uma rotina de exercícios físicos e uma alimentação balanceada são o caminho mais certo e comprovado de prevenção contra o Alzheimer

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