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Dia internacional da Síndrome de Asperger

Durante muito tempo, a Síndrome de Asperger e o autismo foram tratados e estudados de forma separada. Porém, em 2013, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) publicou a 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), no qual os transtornos do neurodesenvolvimento foram unificados em um único diagnóstico, chamado de “Transtorno do Espectro Autista – TEA". Dessa forma, a síndrome de Asperger passou a fazer parte do espectro.


O principal motivo dessa unificação foi a similaridade de características comportamentais entre todos os transtornos do neurodesenvolvimento, como por exemplo: dificuldade de interação social, dificuldade de comunicação, comportamentos repetitivos e restritos. Assim, as diferenças dentro do espectro se dão de acordo com a intensidade dos sintomas.


No caso da Síndrome de Asperger, além de toda a apresentação clínica já citada, é muito comum o indivíduo apresentar interesses circunscritos intensos que ocupam totalmente o foco da atenção, tendência a falar em monólogo e falta de coordenação motora.


O ideal é que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível, envolvendo não apenas o paciente enquanto criança, mas também a família e a equipe multiprofissional. A família deve ser orientada e estar atenta as limitações da criança, pois a direção do tratamento se dá de acordo com suas dificuldades e necessidades. Dito isso, a terapia cognitivo-comportamental realizada pelo psicólogo ainda é a abordagem mais utilizada para casos assim.


Em 1970, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos EUA indicava uma prevalência do TEA de 4,5 a cada 10 mil pessoas, em 2006 esse número mudou para 1 a cada mil pessoas. Em 2020, o indicativo é de 1 a cada 54 pessoas, dessa forma, a estimativa atual brasileira é de que o Brasil possua em média 3,9 Milhões de indivíduos com TEA. Destes, espera-se que 150 mil possuam a Síndrome de Asperger.



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