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Dia do Médico


No dia 18 de outubro comemora-se o dia do médico, um profissional fundamental em nossa sociedade, cuja missão é cuidar das pessoas provendo a manutenção de seu bem-estar. Atualmente existem inúmeras especializações e ramificações da medicina, mas nem sempre foi assim.


A cuidado é uma prática tão necessária e atemporal, que seus primeiros relatos datam da pré-história, com curandeiros e afins. Na Idade antiga, os relatos egípcios trazem aqueles que cuidavam especificamente dos faraós, mas foi na Grécia que a medicina realmente nasceu.


A medicina grega inaugurou o que pode ser chamada de racionalização da medicina, onde surgiram esboços do que hoje nós chamamos de ciência. Até este momento, a prática do cuidado era muito intrínseca com a religião, a partir daí a observação e a formulação de hipóteses começou a entrar em ação, mesmo que de maneira superficial.


O principal responsável por essa subversão da prática foi Hipócrates (460 - 370 a.C.). Em suas obras, este estudioso grego escreveu uma série de descrições clínicas de inúmeras doenças, além de várias observações anatômicas.


Entretanto, sua principal teoria é muito mais abrangente. A teoria dos quatro humores corporais de Hipócrates diz que o corpo humano precisa de 4 fluidos principais para se manter em estado de equilíbrio (saudável), ou seja, a doença se caracterizaria por um desiquilibro entre sangue, fleugma, bílis amarela e bílis negra.


A medicina evoluiu muito desde então, mas nunca se esqueceu de sua principal missão, a qual Hipócrates deixa bem claro em seu juramento, que é proferido por todo aquele que adentra na profissão:


“Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:


Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.


Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar danos ou mal a alguém.


A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.


Conservarei imaculada minha vida e minha arte.


Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução, sobretudo dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.


Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.


Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

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