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Câncer de Próstata



No Brasil, o Câncer de Próstata é o segundo mais comum entre o público masculino, levando à óbito cerca de 16 mil pacientes apenas em 2019, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Apesar destes números alarmantes, 62% dos homens procuram tratamento só no estágio final da doença, quando as chances de recuperação são baixas. E tais estatísticas não tendem a diminuir, em 2020 foram identificados cerca de 66 mil casos, e a previsão para 2021 é um aumento ainda maior.


Dessa forma, todo ano durante o mês de novembro, ocorre a campanha “Novembro Azul”, com o objetivo de conscientizar a população acerca dos perigos desta doença, mas principalmente da importância de seu diagnóstico precoce. Uma vez que, quanto mais cedo for identificada, maiores são as chances de cura. Este ano, o slogan da campanha é “Cuide do que é seu”, chamando a atenção para a necessidade de exames periódicos de prevenção.


Como todo tipo de câncer, este se trata de um aumento desordenado de produção celular, no qual as células se encontram defeituosas e continuam a se reproduzir sem controle, formando tumores que podem invadir outros órgãos. Neste caso, esta doença tem início na próstata, que é uma glândula unicamente masculina, localizada na parte baixa do abdômen, responsável pela produção de parte do sêmen.


Em sua fase inicial, o Câncer de Próstata tem evolução assintomática, raramente podendo apresentar leve dificuldade de urinar, por isso a necessidade de exames periódicos. Já em sua fase avançada, podem ser identificadas, dores ósseas, sintomas urinários graves, infecção generalizada e até mesmo insuficiência renal.


O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento adequado e eficiente, de forma que, o exame de rotina conhecido como “toque retal” é o mais indicado como forma de rastreio da doença, principalmente por ser rápido, simples e indolor. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o exame deve ser realizado a partir dos 45 anos caso exista algum histórico na família, ou alguma outra suspeita, sendo a periodicidade definida pelo próprio médico.


De forma geral, o tratamento depende do estadiamento da doença, isto é, do quão avançada ela se encontra naquele momento. Dessa forma, cada caso deve ser avaliado de maneira individual para melhor definir a conduta terapêutica. As formas mais utilizadas são: cirurgia, radioterapia e terapia hormonal, realizadas de forma combinada ou isoladas.

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