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A esperança e os cuidados paliativos



Existem algumas doenças que ainda hoje não podem ser totalmente explicadas pela medicina e que quando atingem certos estágios, o chamado estágio terminal, acabam indo além dos conhecimentos médicos existentes.

Nesse momento, as idas e vindas aos hospitais tornam-se cada vez mais frequentes e desgastantes para o paciente. Dessa forma, quando a medicina atinge seu limite, o que resta a se fazer são os chamados cuidados paliativos.

Tais cuidados não tem o objetivo de curar o paciente, mas sim de melhorar a qualidade de vida do mesmo sem acelerar ou adiar a morte, em outras palavras, nesse momento deixa-se de tratar a doença e passa-se a tratar o paciente.

Pacientes nesses estágios passam por inúmeras dificuldades e necessidades que a medicina paliativa tenta suprir, tais como: náuseas, vômitos, cansaço, dor, falta de ar, entre outros. Tudo isso ao mesmo tempo gera um profundo desconforto, além de ferir a dignidade humana.

Os cuidados paliativos aceitam a morte como parte final da vida e são realizados para que o paciente passe seus últimos dias com o maior conforto e dignidade possível, sempre cercado de seus familiares e entes queridos, tendo suas necessidades humanas básicas respeitadas.

O maior problema dos cuidados paliativos é o início tardio, pois existe a impressão de que é um momento de desistência dos profissionais, onde nada mais pode ser feito. Há uma falsa ideia de condenação e perca de esperança, sendo que nada disso condiz com a verdade.

Caso o paciente apresente sinais de melhora ele automaticamente recebe alta e a partir daí são realizadas uma série de ações para que continue dessa forma.

Os cuidados paliativos, ao contrário de uma sentença, na verdade tratam-se de doses diárias de esperança, tornando cada dia melhor, mais claro e mais digno.

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